Desafiador

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Challenger

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Colirio






Equivalência de peças para Dodge Charger e Dart brasileiros

Segue uma lista com as peças que podem ser intercambiadas dos Dodge com carros nacionais!

Motor:

  Selo d’agua do bloco do Motor 318: São 9 de 41,5mm de diametro e 5 menores de 32mm. Os do opala que ficam no lado esquerdo do bloco são iguais. É só pedir o do opala tamanho médio, ou pelo tamanho, 41,5. O pequeno é o do perkins, no cabeçote.

  Gaxetas (ou retentor traseiro): tira o motor fora e coloca o vedador acrílico das Cherokee V8 ou Dakotas V6/V8

  Correia do alternador/bomba d’água: Dayco (cod. 10A1175C). 

Aplicações: Ford Corcel/Corcel II/Belina 69-83/Del Rey CHT 1.6 81-93

  Camisas de cilindro: Usa-se a da D10, e manda o torno fazer um trabalho de usinagem até dar o tamanho correto.

  Reparo da bomba D’água: mesmo reparo da bomba D’água do motor Mercedes 1113 (leve o original para conferir)

  Vedador de válvula: Chevrolet Brasil

  Cabo de acelerador: Fusca

  Filtro de Ar: Ford F-4000

  Filtro de óleo: Grande:  Kombi Diesel / F-1000 (FRAM PH2683 ou PH2821C)
  Pequeno: Tempra

   Cebolinha do marcador de temperatura do painel: Motores de caminhão VolksWagen

  Velas: Champion (F11YC) ou NGK (AP5FS / AP6FS) ou BOSH (DB9).
  Tampa de óleo: Jeep

  Válvula termostática: Pode-se optar pela válvula utilizada no Corcel II a álcool, que abre a 82º graus e pode ser instalada com facilidade na mangueira do radiador.

  Carburador DFV: Opala 6 cilindros (menos o pistão injetor). A maioria das peças p/ o carburador DFV são compatíveis ao carburador Weber 446 utilizado no Opala 6 cilindros. Existe uma diferença no pistão injetor quanto ao eixo, porem, o que poucos sabem e que a parte do injetor em si é desmontável e pode ser colocada no eixo do injetor do DFV.

  Bomba de gasolina: Carter ou Kobla do Ford 272 ou 292


 Transmissão:
  Cruzetas: Kombi, C-10, F1000

  Sincronizadores e juntas da caixa 4 marchas: Chevrolet C-10 4 marchas.

  Diferencial e suas peças: C-10 (depende da marca, Braseixo ou Dana)

  Retentores do pinhão e dos semi-eixos – C10 (diferencial Braseixo e Dana)

  Rolamentos dos semi-eixos – C10 (Braseixo)

O item abaixo foi corrigido conforme comentário de um visitante:



  Disco/Platô de Embreagem: C-10 (SACHS – referencia 5488) / Platô SACHS referencia 1329 – São para GMB A10, C10, A14, A15, Veraneio, Pick Up até 1985). Em alguns platôs, em alguns câmbios, as pontas do diafragma roçam na ponta da guia do colar, mas é coisa pouca. As vezes tem que tornear a ponta da guia do colar, a moringa e encurtar ela uns 8 milimetros. 


  Rolamento: FAG 526.468 (F-4000 até 82)

  Hastes do gafanhoto: A-10 e C-10 até 85 (apesar de 1/2 polegada menor, aguentam bem mais o tranco que a original e encaixam como uma luva).

 Suspensão / Freios / Direção / Rodas:
  Correia da Direção Hidráulica: Contitech (cod AVX10x950). Aplicações: Alfa Romeu, Elba, Uno, Prêmio, Fiorino Pickup, Verona, Escort. Pode ser também colocar uma correia tamanho A-35, que compra-se em casa de ferragem porque são para máquinas.

  Pastilhas de freio: Opala antigo

  Reparos de freio (dianteiro, com pistonetes): empilhadeira Link (Reparo Varga – RRFD0011.7)

  Reparo do cilindro de roda traseira: Monza 82 – Varga

  Reparos de freio (só borracha/disco): pistão grande:  Opala, pistão pequeno: Fusca

  Flexíveis do Freio Dianteiro: Ford Pampa 4×2 / Ford Corcel

  Amortecedores dianteiros: Ford F-1000 (Cód. 035003 – Monroe => F1000 4×2 92 em diante / F1000 4×4 93 em diante) Se for mais antigo, vc tem que retirar um pouco de material da cabeça do amortecedor para ficar bom.

  Amortecedores traseiros: Escort SW ou Kombi (traseiros)

  Bucha da barra estabilizadora: Ford Escort

  Rolamentos de roda dianteiros: Corcel / Kombi / Opala

  Porcas de roda: F-1000 (rosca direita)

  Buchas das bieletas: Kadett

  Buchas superiores da balança: Palio. Uma eterna fonte de problemas é sempre bucha de balança. 

As de baixo não tem jeito fácil mas as de cima, segurem essa: Antes de explicar tudo entendam que a bucha superior do Dodge recebe e trabalha com muito pouca carga, ao contrário da de um carro moderno tração dianteira que tenha apenas 1 tensor e apenas 1 bucha de balança por lado, como é o caso do nosso doador, Fiat Pálio. 

A bucha de balança do Fiat Pálio cabe muito bem com 2 pequenas mexidas, e custa a bagatela de 7 reais. O que tem que alterar: o furo dela é de 10mm e o parafuso com excentrico da balança superior do Dart é 7/16 (tem que conferir porque essa minha memória de ancião é triste e eu posso estar enganado) portanto o 1′ passo é arrombar o furo central pra medida do parafuso do dart.

2′ passo é que a bucha é mais comprida do que deve, pra ela ficar certa precisa cortar um pouco do lado que é mais fina o suficiente pra que o tubo central não passe do tamanho do tubo externo. Só isso, faz em 3 minutos em qualquer torno. Se não tiver torno ou não souber fazer, qualquer torneiro faz. 

Mole mole, facil facil e barato barato! E o diameto externo da bucha do Pálio é identico a da original do Dart, de modo que nenhuma outra alteração se faz necessária.


 Elétrica:
  Faróis: Charger/Magnum/LeBaron : Brasília

  Dodge Dart:  Opala / Chevette

  Motor de partida (arranque): Dakota V6

  Regulador de voltagem: Corcel

  Alternador: Qualquer wapsa com regulador eletronico embutido serve.

  Cabos de Vela: Usar dois jogos de Chevette.

  Conjunto para ignição eletrônica:  Módulo MSD 6A, o distribuidor MSD BILLET, uma bobina MSD SS COIL e cabos de velas MSD. Conjunto perfeito e ficar excelente pra andar.

  Bóia do tanque 107 litros: C-10 fica perfeito na furação e com a junta do fusca. Precisa acertar a resistencia da boia para ficar compativel com o marcador do painel.


 Interior e acabamento:
  Borrachas de porta: Compre um modelo “pe-de-galinha”, por metro, em qualquer casa de borrachas.

  Borracha do porta mala: 2 jogos da borracha tampa do motor da Brasília
  Cabo de velocímetro: F-1000 (não serve para Dodge automático)


sábado, 22 de junho de 2013

Mais colírio!

Estou escrevendo o post de apresentação do Charger Sete Cinco,(sái o Charger Games!)
Enquanto isso... mais uma gotinha de colírio nos "óio"
 

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Charger 1978!


Uma das minhas promessas do fim de ano além da já tradicional... "farei um regime", foi a de que este ano de 2013 eu compraria o meu Dojão nem que fosse peça por peça!
Comecei a pesquisa em literaturas especializadas, li os livros Dodge Esportividade e Potencia do Rogério de Simone e Fabio C. Pagotto, os dois livros sobre a coleção do Badolato e adquiri varias revistas antigas em sebos que necessariamente deveriam conter alguma reportagem sobre Dodge, até a Quatro Rodas Clássicos, que tem uma comparação entre as duas gerações de Challenger eu comprei novamente, pois já a possuía mas estava "perdida" no meu dos meus gibis da Marvel.
Me preparei na teoria, a primeira coisa que pedia nos anúncios do Mercado Livre era uma foto da plaqueta!
Tem um cara aí vendendo um "Dart R/T" laranja burro guando foge, como se fosse Charger, pedi a foto da plaqueta e eis que o modelo é: LL 23 ou seja é um Dodge Dart Coupê Luxo de duas portas.
É um Dart "deformado" em Charger, se ele continuasse Dart acredito que acharia seu dono, mas agora carro transformista ninguém merece, (e eu não sou frisinho!) Só penso que no quesito modelo, deve ser cada um no seu quadrado peremptoriamente!
Depois de muito preço exorbitantes, tem RT de 150 mil pratas, vale? Não sei, se valer não vende! Apareceu um RT Laranja Avermelhado(eu criei esse tom hehehe) simplesmente magnífico!
Pronto com tudo em cima! Rodas Magnum 500 aro 15 espetaculares, volante Walrod, mecânica fuçada na medida certa, esse era o carro! Estava no Rio de Janeiro, a pedida R$95.000,00!
Sabe que ele ficou um pouco sem graça depois que eu vi o valor.... rsrsrsrsrs
Depois de alguns dias ele reapareceu no site ML e agora por 75 mil Dilmas, pensei: "véio da pra encarar!"
Liguei pro vendedor um cara sangue bom demais, vou falar o apelido dele por que eu acho que só perde pra Zé na lista de apelidos mais usados, é o grande Kiko, conversamos pensamos numa forma de parcelamento, depois num desconto a vista, cheguei a cotar o transporte de Niterói/RJ até Sinop/MT, numa cegonha, quando estava pra bater o martelo... eis que apareceu um cara de campinas e levou o Laranja Mecânica Avermelhada e lá eles estão felizes para sempre!
É o que eu sempre digo, quando é pra ser seu ninguém carrega!
A única ressalva em relação ao Dodjão(é a única opção que levou voto) era a cor não por ser Laranja, pois como já disse o carro é estupendo, é por que o Charger Games precisava ser amarelo!
Então ficou pra próxima, e no fim deu tudo certo, fiz um companheiro no Rio, quando for lá vou serrar bóia na casa dele, aguarda aí Kiko! 
E poucos dias após "perder" o avermelhado, apareceu o NOSSO AMARELO EXPLOSÃO SOLAR!
Antes de lhes apresentar o Charger Games, vai uma canja pra galera do Dodjão que era do Kiko:





 A usina de força!
Volante Walrod, combina tanto como a Magnum 500!

Faixa do RT 72, é de cair o queixo.....

Roda Magnum 500

Estou precisando de uma roda Magnum 500 aro 14!
Qualquer dica ligar:
66-9995-0943

Antes de revelar por inteiro o Charger Games, vai uma imagem em dose homeopática, pra dar agua na boca!

domingo, 16 de junho de 2013

sábado, 15 de junho de 2013

Mudando de assunto! F1

Artista plástico ucraniano homenageou o piloto pintando um final feliz para o acidente de 94!
O quadro foi intitulado apenas de: "E SE..."
Pode chorar aí malandro...

Imagem - E tome Dodge!


Pick up!


Irineu Siqueira Neto

Fiz um curso no Sebrae de uma semana chamado Empretec, uma ferramenta excelente para aprimorar seus conceitos de gestão empresarial em todos os sentidos. Basicamente ele trata das C.C.Es, em bom português, "características de comportamento empreendedor", o grande pilar do curso, nos fala que uma pessoa, empresa ou organização, para alcançar o tão almejado sucesso, são necessários meta e foco!

Quando comecei a me aventurar nas restaurações, não tinha nem meta, nem foco e muito menos dinheiro!


Sobre a mecânica do Simca, depois de se optar pela do Opala 250s, cheguei em pensar num seis cilindros Wills(é hoje eu sei, seria um tiro no pé) por que apareceu uma mamata com motor e cambio, muito menos que o valor do que só motor seis vela do "palão"!


A seguir pensei no motor quatro cilindros do mesmo Opala, devido a economia, mais qual seria a graça de um carro invocado com uma aceleração passo de formiga sem vontade?


Após tantos devaneios, decidi pela mecânica 250S, motor e cambio e o diferencial continuaria o original, que segundo o Magnata era o do Dodge Dart, ou seja brutal toda vida e aguentaria esse motor sem nem ficar vermelho! Inclusive apareceu um senhor querendo comprar o diferencial pra colocar num picador de não o que! É claro que não vendi!


Passados alguns meses de muita visita ao carro e pouca evolução, na verdade a única evolução foi o transporte do Simca da borracharia do Magnata até a funilaria do China, que ficava na próxima quadra, resolvi vender, e vendi por 370 pratas, pois o cara ficou me devendo trinta mangos até ontem, quem sabe hoje aparece... 


Apareceu uma Pick up Chevrolet, se não me engano 59/60, fiquei louco, agora eu queria uma caminhonete V8 igual, igual, igual... não igual o que, mais eu queria!


A única foto que eu tenho dela é essa, nessa época as maquinas fotográficas necessitavam de comprar filme, e a minha precisava ainda de comprar Flash, e depois vinha a revelação que era um absurdo. Acredito que alguns nem lembram mais das lojas "Foto Não Sei o Quê" da vida, e uma dessas lojas deu fim ao meu filme com mais fotos da Pickup.

A introdução vai começar a fazer sentido agora, quando você não sabe que carro aspira restaurar, qualquer 147 serve!

É preciso saber exatamente onde se quer chegar na vida e qual carro combina com seu estilo.

De 1997 até 2013, não pensei em mais nada além de me profissionalizar como mecânico e montar minha oficina, esse passou o meu foco então. Em 2002, após ter trabalhado em duas autorizadas, decidi que era a hora de abrir meu próprio negocio. Quando sai da agencia Toyota em que trabalhei, e comecei a fazer os orçamentos para as ferramentas da oficina, eis que surge um Maverick azul escuro profundo metálico GT V8(!!) o carro era simplesmente brutal! Pode parecer obvio o caminho a seguir, no entanto eu devo confessar que fiquei abalado com que direção tomar, o dinheiro que eu tinha ou comprava o Mavera ou montava a mecânica! 
E agora?

Hoje vocês já sabem, optei pela mecânica e agora depois de muito refletir para se decidir com clareza qual carro pra chamar de meu, sem duvida tinha que ser o Dojão(Dodjão?) brasileiro.

LP 23 - LY3 - 318PS, é a ficha do muleque. Se não entendeu pergunta pro Badolato!

Próximo post falarei de um RT que eu estava negociando com um cara gente boa pra mais da medida do rio de janeiro, antes de comprar o "Charger Games", desculpa ai Barata!   

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Como tudo começou! Ferrugem na veia!

Ao nascer eu era um lindo bebê, como todos os outros tinha cara de joelho.

Com o passar do tempo comecei a produzir sons de vocais e sílabas, que em seguida começaram a se replicar, e por volta dos seis meses de idade comecei a balbuciar alguns sons, quando formulei a primeira palavra, saiu... ca-ca-ca-ca...carburador e a seguir, outra enigmática fala por mim proferida foi, v-v-v-v-v-v ...vê oito! Ninguém em volta entendeu!

Eu aprendi a ler nas revistas Oficina Mecânica, e no gibi do Capitão América. Desde que me entendo por gente tenho esse propósito reformar um carro antigo, mas nunca almejei um placa preta. No começo pretendia um Hot Rod, que seria feito a partir de um Simca Chambord.


O projeto era ousado, rebaixar o teto e tirar 15 centímetros da parte de baixo da carroceria para dar uma aparência de Bel Air, a mecânica seria oriunda de um Opala 6 caneco, e a pintura tinha que ser igual a do Bel Air do Nick Noite no filme "Louca perseguição" de 1975. Amarelo limão com aquelas labaredas fodásticas e teto branco!





Filme irado, e o Chevy 57 que eles pilotam preencheu minhas aspirações automobilísticas e antigomobilistas por muito tempo, por isso tentei fazer uma réplica dele utilizando um Simca, até que eu relembrei dos nossos queridos Dodge`s brasileiros, não como pude esquecer! Quando eu trabalhava de frentista chegou um Charger RT pra abastecer, quando eu o vi chegando ao pátio, corri como um louco em direção a ele, não poderia deixar outro atender aquele carro. 

Cumprimentei o cliente, peguei as chaves do tanque, liguei o bico da bomba ao carro, e me dirigi novamente ao condutor pra oferecer o tradicional checkup do motor, eis que quando meu ouvidos captaram a negativa quase tive um troço, quando seria que eu poderia vislumbrar um V8 Dodge ao vivo novamente? 


Não tive escolha, bati a real pro motorista e pedi pra ver o motor e confessei minha paixão, e para minha surpresa ele ficou muito lisonjeado com o meu pedido, e atendeu prontamente. Começamos a conversar sobre o carro, sobre os acessórios e etc.



1996

Mas antes de falar de Dodge propriamente, vamos falar do primo dele o Simca, e em especial o que era meu. Eu já trabalhava num auto center como alinhador, e sempre saía pra testar os carros dos clientes. 

Até que um dia, chegou um Escort europeu com problema de vibração em altas velocidades, precisando assim de executar uma avaliação mais apurada e um teste em estrada. Me dirigi para um local apropriado para essa tarefa, e no caminho, avistei ao longe, atrás de um monte de pneus aquele teto e o formato de um carro, no fim do expediente voltei lá e pude checar que se tratava de um Simca Chambord 1966, estava em uma borracharia e pertencia ao dono, borracheiro afamado na cidade apelidado de Magnata.


Simca Chambord 66

Como já se encontrava fechada. voltei no outro dia na hora do almoço e achei o Magnata, conversamos e ele era conhecido do meu pai por causa do rádio PX, e também por que era ex-motorista de caminhão boiadeiro, assim como meu pai é até hoje.


Conversa vai conversa vem, fiz a pergunta sobre a venda do Simca, e ele meio relutante aceitou vender, a pedida inicial foi R$500,00, à época seria o equivalente a quatro salários e meio. Depois de alguma negociação fechamos em R$ 400,00 4 pagamentos semanais de 100 pratas!


Após a quitação levei pra uma funilaria próxima, cheguei a comprar um motor seis cilindros, e a suspensão do diplomata 1992. No entanto parou aí a história do Simca, sem dinheiro não consegui nem começar o projeto e o vendi por R$ 370,00 a vista! As outras peças também foram vendidas.

Veja mais algumas fotos do Simcão:












A seguir falarei do segundo projeto, uma Pick up!
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